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Consultar restrição judicial antes do pregão é tarefa de escritório, feita sentado, com o número da placa e do Renavam que o próprio anúncio do lote informa. Cinco telas separam o lance seguro do capital parado.
1. Abra a consulta de veículos no portal do Detran do estado de emplacamento. O serviço é público e gratuito, pede placa e Renavam, e devolve a situação cadastral com o campo de restrições. Portal que cobra taxa para mostrar restrição é intermediário, não é órgão.
2. Leia o campo de restrições linha por linha, sem parar na primeira. Um mesmo registro carrega várias anotações somadas, de origens diferentes. Restrição administrativa, restrição financeira e restrição judicial ocupam campos distintos, só a judicial depende de um juiz para sair.
3. Anote o número do processo e a vara que aparecem na anotação. Com o número em mãos, a consulta processual pública do tribunal mostra o tipo de ação, o valor em disputa e o estágio. Execução fiscal parada há anos e execução com penhora formalizada pedem decisões de compra opostas.
4. Confronte o resultado da consulta com a cláusula de restrições do edital. Quando o edital afirma lote livre e a tela mostra bloqueio ativo, existe divergência documentada antes do lance, e ela vale mais que qualquer reclamação feita depois do pagamento.
5. Repita a consulta no dia do pregão, poucas horas antes de dar o lance. Bloqueio eletrônico entra em minutos. Consulta feita na semana anterior descreve um registro que pode ter mudado na véspera, e o cadastro que vale é o do momento da arrematação.
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Restrição judicial sai por decisão judicial, e por mais nada.
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O erro mais caro é tratar restrição judicial como pendência de guichê. Débito se paga, multa se paga, taxa se paga, e ordem de juiz sai por decisão de juiz, num processo em que o arrematante entra como terceiro interessado e precisa provar o que alega.
O segundo erro é confiar em consulta de aplicativo agregador sem conferir no portal oficial. Base de terceiro atualiza com atraso, e o campo que aparece limpo na tela colorida pode estar preenchido no cadastro que o Detran consulta na hora da transferência.
O terceiro erro é fazer conta de lucro pelo preço do martelo. Lote com bloqueio ativo sai barato porque o desconto embute honorários, meses de espera e o risco de o juízo manter a constrição, e essa conta raramente aparece na planilha de quem está de olho no preço da tabela.
Existe um sinal que avisa a tempo. Se a consulta oficial mostrar restrição judicial e o atendimento da leiloeira responder que o assunto se resolve no Detran com o auto de arrematação, aquele lote vai travar. Peça a cláusula do edital por escrito no mesmo dia, e desista do lance se o documento não trouxer o nome do responsável pela liberação e o prazo, porque depois do pagamento o prazo de trinta dias para transferir começa a correr contra você e o desbloqueio ainda nem foi peticionado.
"Você consultaria o campo de restrições do Renavam no dia do pregão?"
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