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Cinco movimentos separam o lote sem chave do carro dando partida no seu pátio. Os dois primeiros acontecem antes de qualquer lance.
1. Identifique o sistema de imobilizador na visitação. Anote marca, modelo, ano e versão exatos, e confira se a chave original daquele modelo é simples, canivete ou presencial. O custo do transponder muda por família de sistema, e a informação do painel vale mais que a foto do lote.
2. Peça orçamento a um chaveiro codificado antes do pregão. Passe o chassi e o modelo por telefone e peça o valor de chave nova, o de módulo virgem e o prazo. Chaveiro que atende leilão conhece os sistemas que exigem senha de fabricante e diz na hora se o carro fecha em um dia ou em duas semanas.
3. Confirme a política de acesso do pátio. Alguns depósitos permitem serviço no local com autorização prévia, outros exigem que o veículo saia rebocado. A regra muda o custo e muda o prazo, e ela está no edital ou com o preposto do pátio.
4. Retire o veículo dentro do prazo do edital. A diária de estadia corre desde o arremate, e o prazo de retirada costuma ser curto. Contrate o guincho antes de bater o martelo, com data marcada, porque procurar reboque depois é o que estica a permanência e come o desconto.
5. Trate a chave nova como serviço completo, não como cópia. Peça duas chaves codificadas na mesma visita, não uma. A segunda sai muito mais barata quando o chaveiro já está com o módulo aberto, e ficar com chave única em carro de imobilizador é comprar o mesmo problema outra vez.
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"O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis."
> Lei 8.078, art. 26, inciso II, 1990
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O erro mais caro é tentar a partida com chave de outro carro do mesmo modelo. O imobilizador registra a tentativa de código inválido, e alguns sistemas entram em bloqueio temporário ou definitivo depois de repetições, o que troca um serviço de chave por uma troca de módulo.
O segundo erro é comprar chave em marketplace e levar ao chaveiro pronta. A carcaça pode ser compatível e o transponder não, e o serviço perdido é cobrado do mesmo jeito.
O terceiro erro é somar apenas a chave e esquecer o entorno. Bateria descarregada por meses parada, pneus deformados no mesmo ponto de apoio, combustível velho no tanque e fluido de freio vencido são a companhia habitual de um carro que ficou tempo demais sem ligar.
Quem compra bem um lote sem chave chega no pregão com um número já fechado no papel: preço de mercado menos chave, menos módulo se necessário, menos reboque, menos estadia, menos comissão. O que sobra é o lance máximo, e ele não se move na emoção do salão.
"Você pediria orçamento de chave antes de dar o lance?"
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